Fórum Social Mundial um espaço de luta por direitos

jun 14, 2015
Leticia Cardoso
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Letícia Cardoso

O Fórum Social Mundial é um espaço que existe a 15 anos, cujo o escopo é promover uma convergência entre os movimentos sociais para que haja um debate democrático de ideias, reflexão sobre o status quo, troca de experiências e articulações entre a sociedade civil organizada em movimentos sociais, redes, ONGs que se “opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo” e a partir desse encontro tirar propostas, acoes e encaminhamentos a nível local ou internacional na luta por um outro mundo possível.

O primeiro FSM foi realizado em 2001 em Porto Alegre, alias é proposta do fórum acontecer preferencialmente em países periféricos que são vitimas potencializadas do imperialismo e liberalismo. Em março de 2015 foi realizado mais um Fórum social mundial em Tunes capital da Tunísia que já tinha sido cede do evento em 2013. Tunísia é um pais importante, porque foi o pais estopim da Primavera Árabe, processo revolucionário que ocorreu em virtude do descontentamento da população com o regime ditatorial. Iniciou-se no final de 2010 com o episódio do jovem Mohamed Bouazizi que ateou fogo em si mesmo, e que só encerrou em Janeiro de 2011 com a queda do ditador Ben Ali, após 24 anos no poder. Por conta desse espirito de redemocratização o FSM optou novamente por estar na Tunísia, onde os tunisianos ainda lutam para a consolidação e emancipação de seus direitos enquanto nação, enquanto cidadãos e enquanto indivíduos.

O Brasil que compõem esse locus desde sua fundação sabe o quão relevante é o processo de redemocratização de um pais que vive durante algum tempo em um regime despótico. Pois nesse mesmo ano o Brasil completa 30 anos de redemocratização, e apenas 27 anos de consolidação da sua democracia na constituinte de promulgada em 1988, que garante aos brasileiros direitos sociais, políticos e civis que respeitam a Declaração Universal do Direitos Humanos, cujo Brasil é signatário. Direitos como, manifestação do pensamento (art. IV constituição de 88), e de que todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação (art. XX DUDH) que historicamente se mostraram essências para conquistas de de novos direitos.

O FSM 2015 foi mais do que pessoas discutindo um outro mundo possível, tinha um espirito de fraternidade internacional pelo povo árabe, sobremaneira pelo povo Palestino, que atualmente possui todos os seus direitos humanos ignorados. Mas, é com resistência que os palestinos enfrentam cotidianamente um apartheid, com restrição a água, educação, trabalho e liberdade de expressão. Dos dias 24 a 27 de março período em que aconteceu o fórum não faltaram depoimentos de refugiados que foram presos sem justificativa, configurando ao desrespeito ao artigo IX da DUDH onde : ninguém sera arbitrariamente preso, detido ou exilado ou mesmo o Artigo V da DUDH: Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. Mas como resistir a tanta repressão sem direito a oposição? Os Palestinos nos ensinam, Existir é Resistir!

Posto isso, o Brasil se coloca parceiro na luta contra a opressão imperialista sionista, reconhecendo o território Palestino, não caracterizando seus grupos políticos como terroristas, uma vez que, a constituição da republica federativa do brasil de 1988 no seu artigo 4 – A Republica Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelo seguintes princípios: I- Independência Nacional; II- prevalência dos direitos humanos; III- autodeterminação dos povos; IV- não intervenção; V – igualdade entre os Estados; VI defesa da paz; VII- solução pacifica dos conflitos;VIII- repudio ao terrorismo e ao racismo;IX- cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X- concessão de asilo politico.

O FSM 2015 se encerra com uma marcha pro Palestina e a marcha se encerra com um povo com um povo que anceia por direitos e que não teme em seguir lutando por eles.

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