MULHER, COMO VAI A SUA SAÚDE MENTAL?

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 Por: Marla Ramos, psicóloga da Redes Vivas

Você que é negra, branca, indígena, lésbica, travesti, trans, mãe, magra, gorda, malhada, dona de casa, solteira, casada, enrolada, namorada, doce, grossa, trabalhadora, independente, p*ta (na esquina, no quarto, na sala, no chão), pobre, rycca, fashionista, largada, “louca”, traumatizada, violada, desrespeitada… E só, por ser mulher.

Como vai? O que mais dizem que você tem que ser? O que mais você consegue ser? E o quanto mais você quer ser? Ser ou Estar?

O que lhe causam essas cobranças de papéis sociais? Já refletiu sobre que “preço” ta pagando?

Da irritação, cansaço, esquecimento, dificuldade de concentração, Todos Problemas Misturados (TPM) até transtornos mentais não psicóticos, como por exemplo, psicossomáticos, depressivos, de ansiedade, de estresse… Ah! Ainda tem também aqueles relacionados ao período do Tenta no Próximo Mês (TPM).

Esse discurso soa como patologizante? Cá pra nós, pra mim por vezes soa. Mas a real, é que você poderia se cuidar!

As projeções mundiais para 2030 estão no sentido de incluírem estas questões como agravantes para o desempenho de capacidades. E no Brasil, a prevalência está entre 28,7% a 50% – alta, em especial entre o gênero feminino e os idosos. O desenrolar disto envolve dimensões biológicas, culturais, sociais, econômicas e políticas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais representam 13% do total de todas as doenças e a ansiedade e depressão estão no topo da lista.

Você mulher, esta mais exposta a fatores estressores como violências, abusos e estupro. Se comparada aos homens, o dobro de nós sofre de depressão e temos mais comorbidades físicas e psíquicas.

A exposição à violência é uma característica comum de mulheres que vivem no Brasil, à qual esta significativamente associada a problemas de saúde mental. O que decorre do reforço à desigualdade de gênero. Mulheres vítimas da violência por parceiro íntimo são mais prováveis do que outras mulheres a apresentarem sintomas de transtornos mentais comuns. E quanto mais grave a agressão ou a forma combinada de violências, maior o impacto na saúde mental. Visto que ela é muito mais do que a ausência de transtornos, ela é parte da saúde e interdependente. É um todo, do ser mulher. E eu não estou falando aqui de completude, isto é uma falácia. Afinal, é a falta que nos move, não é mesmo?

Já ouviu falar nos determinantes da saúde mental? Então… Estes dizem respeito ao seu trabalho que pode ser muito estressante, àquela relação dita amorosa e que dita você. Ou… Você está ditando? Incluem-se também as condições financeiras e o nível de escolaridade. E as discriminações que você sofre por ser mulher. Seu estilo de vida, problemas físicos… E o que mais lhe atravessa? Eu sei, pode ser difícil lidar com as tensões inerentes a vida. E você pode estar cuidando mais do outro do que de si. Em algum momento, isto pode dar errado. Pensa um pouquinho, como cuidar do outro sem cuidar de você?

Promover sua saúde e se prevenir são atitudes fundamentais para quando precisar restaurar-se. Que tal preocupar-se com ela? Quais são seus momentos de lazer? Qual prazer está deixando de sentir? O que tem feito por você? E o que ainda pode fazer por você, hoje, mulher?

Quer saber mais um pouco sobre estes conteúdos?

Tenho umas referências para você, olha só!

  1. scielo.br/pdf/ape/v27n3/1982-0194-ape-027-003-0200.pdf
  2. http://repositorio.ufpe.br/bitstream/handle/123456789/15221/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Marcela%20Mendon%C3%A7a.pdf?sequence=1&isAllowed=y
  3. http://www.abp.org.br/download/revista_debates_nov_dez_2012.pdf

Ah! E você conhece a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher? Não? Clica aqui e dá uma olhadinha!

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