Juventude, influências e papéis sociais fluídos: Como trazer diversidade?

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Por: Laís Monteiro

Em meio ao silencio da plateia de maioria branca diante de um questionamento da Monique Evelle sobre maneiras práticas de inclusão racial, uma ouvinte de uma palestra realizada nesta semana, no Rio de Janeiro, frisa que a falta de resposta foi uma forma de a fazer refletir sobre o que cada um pode fazer para contribuir de forma concreta com a inclusão.

O evento que teve como tema Juventude: influências e papeis sociais fluidos e contou com a mediação da atriz Taís Araújo e os palestrantes Gabriel Milanez, Christian Dunker, Triz e Monique Evelle.

O sociólogo, Gabriel Milanez, abordou a mudança de comportamento do jovem conforme as gerações e como o uso da tecnologia contribui diretamente para a modificação dos comportamentos, bem como a sua forma de relação social. Relatou ainda que as gerações anteriores são adaptadas digitalmente, enquanto atual geração (Z), são nativas digitais e que vivem uma hiperrealidade, unindo o presencial com o digital, assim, os recursos de controle da vida são muito maiores que nas antigas gerações. Segundo ele junto com a Geração Z, nasce uma nova ótica de economia, uma nova forma de consumo e uma maneira diferente de ver e reagir ao mundo por meio de novos movimentos.

Já o psicanalista Christian Dunker falou sobre a transformação das formas de sofrimento ao longo dos anos, e também dos Excesso de experiências improdutivas dentro da sociedade atual, onde as formas de reconhecimento e validação de pessoas são estereotipadas, havendo uma perda de referências.

O som marcante da canção de Triz, após sua abordagem de orientação sobre gênero, onde contou sobre suas experiências como jovem de 18 anos, transgênero não binário, arrancou lágrimas da plateia.

Monique Evelle, abordou a sua trajetória como mulher negra, empreendedora, empresária e da criação do Desabafo Social como meio de promoção de igualdade, atualmente fortemente no meio digital. Questionando a plateia sobre as formas concretas de inclusão como racial destacando a falta de diversidade nos espaços e argumentando sobre a necessidade de políticas afirmativas de inclusão, Monique fez os presentes refletirem sobre o tema. Além, da importância das referências para o negro e a necessidade de ter muito mais conhecimento que não negros para serem validados em determinadas posições sociais. Destacou que ter um único negro em um espaço não é inclusão, e que unidade não é diversidade. Pegando exemplo na palestra do Dunker, frisou que até no sofrimento tem que haver proporcionalidade.

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