SONORA: Liniker, As Bahias e a Cozinha, Ana Trea e outras maravilhosas num só evento

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Por: João Santana

Após a ebulição da hashtag #MulheresCriando, diversas edições no Brasil e no mundo durante 2016, o Sonora – Ciclo internacional de Compositoras, chegou em São Paulo com uma programação impressionante e motivante para todas as mulheres que trabalham, vivem e sonham com o cenário musical.

O festival durante o último final de semana tomou conta do Centro Cultural de São Paulo com muita arte e talento. Diversas oficinas, mesas de debates, show cases de novos artistas e shows de encerramentos. Com produção 100% feminina e os outros espaços majoritariamente compostos por mulheres, o Sonora é um sopro de esperança em um dos cenários que incrivelmente ainda é muito machista, o da música.

As mesas que transcorreram durante o sábado e o domingo, contou com a presença de cantoras, compositoras, instrumentistas, produtoras e profissionais do backstage do cenário musical. Onde expuseram as dificuldades de terem que lidar com o ego masculino, a desvalorização do seu trabalho/talento, a falta de oportunidades e uma remuneração inferior aos seus colegas homens do ramo.

A questão racial e de identidade de gênero também não foi esquecida durante algum desses debates. Durante a mesa de gestão de carreira, a cantora e compositora da banda, As Bahias e a cozinha Mineira, Raquel Virginia, citou a importância de contratar mulheres negras e pessoas trans porque se para uma mulher branca já é difícil nesse cenário, para essas outras pessoas é 3 vezes mais.

Assim como Raquel Virginia e Assucena Assucena, esteve presente nos debates diversas artistas, como: Tiê, Karina Buhr, Barbara Eugenia, Makiko Yoneda, Mc Tha, Aretha Saddick, Draga da Quebrada, Gui Sales, Larissa Conforto, Roberto Youseff e várias outras.

No sábado, teve como encerramento os shows da Alzira E + Alice Ruiz e Karina Buhr.

E além do show de encerramento do festival, da Badi Assad e Liniker. O Sonora – Ciclo internacional de compositora deixou um eco da força das mulheres, da resistência e da luta para conseguir seus direitos e devidos espaços em todos os setores, e o cenário musical é um deles. As mulheres não querem serem apenas reconhecidas como grandes intérpretes, mas como compositoras, produtoras, roadies, instrumentistas, técnicas e empresárias na música. A história do Sonora só está começando e esse eco ainda vai reverberar muito. #OSomQueNasceDelas

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