LUXO SÓ: LIBERDADE OU HIPERSSEXUALIZAÇÃO?

mar 10, 2017
Gabriel Leal
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Na ultima quarta-feira, 08 de março, no Dia Internacional da Mulher, ocorreu o Escambo de ideias sobre o Clipe do Cantor Flávio Renegado “Luxo Só”, onde a temática caminhou pela discussão entre liberdade – hipersexualização da mulher negra. As convidadas que conduziram a discussão do Escambo foram Renata Prado, da Batekoo, Ayana Odara, Técnica em Quimica, o canto Flávio Renegado e a mediação da Auxiliar de Pontes, Laura Almeida.

A perguntas foram formuladas pelo público que assistia e tinha como interesse saber das participantes qual foi a primeira impressão do clipe, quando foi lançado, para cada uma. A Renata disse “Desde o inicio eu sabia que o clipe não iria trazer nada de diferente, no que a gente já costuma ver no cenário do hip-hop. Mas o que me chamou mais atenção no clipe, como um todo, foi a proposta de trazer mulheres normais, dentro da categoria das mulheres negras, para dentro de um trabalho de um Mc rapper preto.”

Ayana Odara, que é de Belo Horizonte, mesma cidade do cantor diz “ Acho que a minha primeira impressão foi a mesma da maioria das pessoas, não só de BH mas das mulheres negras que se veem no lugar de militantes e estão tentando fazer a diferença de alguma forma. Nós tomamos um susto, não só pela abordagem do clipe, mas pelo próprio trabalho que foi produzido por um rapper que é considerado muito importante, não só aqui em BH, mas no Brasil inteiro.[…] Colocar a mulher negra no lugar de objetificação não é algo exclusivamente dele, mas é algo surpreendente da parte dele, acredito eu.”

O Canto Flávio Renegado em comentário sobre as questões apresentadas por diversas mulheres negras após o lançamento do Clipe disse “Eu entendo que várias pessoas possam considerar uma forma de militância que a Batekoo traz, ou um protagonismo muito ofensivo, e eu não tô aqui para julgar se é certo ou errado, muito pelo contrário[…] Não estou cumprindo aqui o papel de falar sé legal ou se não é legal, nem estou no papel de falar de estar dando voz a alguém, não estou dando voz a ninguém. Meu papel aqui é de fazer o que a arte faz, de provocar reflexão. Quero falar também que não estou pronto e acabado pra nada, estou o tempo inteiro querendo aprender mais, pois eu acho que por mais que eu seja um homem negro, vindo de uma periferia, criado por uma mulher negra, fui criado numa sociedade machista, posso trazer traços disso [..] Isso é uma construção, eu não tô pronto e acabado e não to querendo ostentar esse titulo não.”

O Escambo de ideias acontece mensalmente com temáticas que são importantes para pensar educação em direitos humanos e as implicações no nosso cotidiano. Quer sugerir um tema? Nos mande por inbox ou por e-mail contato@desabafosocial.com.br.

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