Deize Tigrona fala sobre Funk, Cultura e Feminismo no Escambo de Ideias

set 19, 2016
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Funk é cultura? Funkeiras são ou não feministas? Podemos ou não cantar sobre o prazer da mulher no sexo? Proibidão vale? Por que o funk é tão marginalizado?

Pensando nessas questões e aproveitando o lançamento do clipe “Madame”, da funkeira carioca Deize Tigrona, o Desabafo Social realiza mais uma edição do Escambo de Ideias com participação da Deize para abordar o tema Funk, Cultura e Feminismo. O Escambo será transmitido ao vivo pelo youtube, no dia 29 de setembro às 19h.

O link da transmissão será publicado na página do Desabafo Social às 19h

deize

DEIZE TIGRONA

Ela já se apresentou com a M.I.A., no Tim Festival, em 2005, e também subiu ao palco ao lado dos portugueses do Buraka Som Sistema, no Rock in Rio Lisboa, em 2008. A funkeira mais internacional da parada é a carioca Deize Tigrona que, após estourar com o  hit instantâneo “Injeção”, que foi sampleado por M.I.A. e Diplo em “Bucky Done Gun”, tornou-se uma  espécie de musa dos produtores contemporâneos que dão novas interpretações ao baile funk,  como Diplo, Tigarah, Jaloo, Chernobyl, Bert on Beats e Edu K, com os quais produziu faixas. Cantando os desejos da mulher e afastando qualquer ideia de submissão masculina, Deize mostrou o funk carioca ao redor do mundo.

Deize estava na Cidade de Deus e ajudou a criar o funk do prazer, que deu fim à era dos bailes de briga nas periferias. “Injeção” era um dos grandes hinos dessa nova época e foi criado pela então faxineira que, grávida, precisou tomar uma antitetânica. Deize Tigrona deu voz às vontades da mulher, no funk, em letras que diziam o que elas realmente queriam. Um novo feminismo, black bock, que ecoou bem além da Cidade de Deus para as pistas de dança aonde, hoje, a novíssima geração canta de cor a letra de “Prostituto”.

Depois de ter feito tour na Europa e flertado com os melhores produtores de música eetrônica, Deize passou por um período turbulento, no qual lutou contra uma depressão e enfrentou o processo de adoção de um de seus filhos. Neste tempo, teve de pegar no pesado, como gari do Comlurb, o departamento de limpeza urbana da Prefeitura do Rio.

Redescoberta pelo Festival Vaca Amarela, em Goiânia, e por algumas festas do Rio, como Bootie Rio, I Hate Flash e Batekoo, Deize Tigrona está de volta. Depois de quatro anos sem gravar, ela lançou a faixa “Madame”, feita em parceria com o DJ Chernobyl, do Comunidade Nin-Jitsu. E está mais Deize do que nunca em versos como “já pensou sem a cerveja e a maconha o que seria do mundo? Já pensou o que seria desses machos sem a boca de veludo?”

Após o lançamento de “Madame”, ela está cheia de músicas para mostrar, como “Brabo”, um feat em parceria com o duo Brabo, formado por Rodrigo Gorky e Maffalda, que teve premiere em grande estilo, internacional, no programa do Diplo na BBC de Londres. E tem mais músicas vindo aí, assinadas por produtores como Boss in Drama. Deize Tigrona acaba de assinar contrato com a Toca Produções, a mesma que gerencia a carreira do Dream Team do Passinho e Flávio Renegado, entre outros artistas, e, pelo que tudo indica, voltou para conquistar o seu lugar na música brasileira.

 

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