Cultura do Estupro é tema da roda de conversa no subúbio de Salvador

jul 26, 2016
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Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, as Secretarias Estaduais de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) realizou na última terça-feira, dia 26 de julho, o debate “Fala Menina! Como assim cultura do estupro?!”,  no Centro Cultural de Plataforma, em Salvador.

Foram 200 adolescentes e jovens moradores do subúrbio ferroviário participando do bate-papo.

O evento contou com a presença da secretária da SPM Olivia Santana, a secretária da Serpomi Vera Lúcia Barbosa, a dançarina e vocalista do grupo “Dream Team do Passinho”, Alessandra Ayres Landim, mais conhecida como Lellêzinha, Monique Evelle do Desabafo Social e Lis Regina da UNE.

As secretárias não se manifestaram durante o evento. Deixaram a fala na mão das jovens. “Nós adultas já falamos demais. O evento foi feito para vocês”, afirmou Olívia Santana.  Lellêzinha trouxe sua experiência enquanto dançarina que lidera um grupo formado por homens. “É muito difícil disputar espaços com os homens. Por mais que eu saiba dançar, a batalha do passinho ainda é um espaço muito masculino”, diz.  Lis pontou o quanto a cultura do estupro é invisível nas escolas e universidades. Para Lis, naturalizar o machismo é contribuir com essa estrutura patriarcal.

“Não existe varinha mágica do empoderamento, por isso vamos destacar duas coisas: atitudes racistas e machistas matam e relacionamento abusivo não é prova de amor”, afirma Evelle.

Ao final, Lellezinha cantou e fez a batalha do passinho.

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