Julho, mulheres negras e a luta

jul 21, 2016
Gabriel Leal
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Por: Gabriela Bazilio

A cidade sempre foi delas, e na zona sul não poderia ser diferente! Neste mês temos a comemoração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino americana e Caribenha e eu não poderia deixar de citar as minhas experiências mais próximas.

Julho trouxe com ele também a exposição Cidadelas no Ateliê Daki, localizado no Grajaú no extremo da cidade de São Paulo, na curadoria Laissa Sobral que a convite dos meninos do ateliê resolveram realizar uma expo sobre mulheres e para elas, a idéia inicial era justamente essa de gerar ainda mais representação ás pretas periféricas, mas como fazer isso sem excluir a tamanha diversidade?

As artistas convidadas são Jaqueline Phelipini que trabalha com fotografia, Nathalia Matarazzo na área de cenografia e arte em geral incluindo a representação deste sagrado feminino e Pamela Gomes que usa nas suas composições materiais recicláveis e também está inserida na arte de grafite de rua.

A intenção era de não focar nas partes sexuais para mostrar que identidade de gênero também compõe o universo feminino. O resultado para nós foi maior que o esperado, a representatividade ocorre naturalmente com pessoas negras ocupando o espaço, e se a coisa ta preta a coisa ta boa vemos porque a periferia grita afrocentricidade, mas os becos e vielas também estão cheios de amor e o Daki não poderia deixar de ser tomado por isso, e nos mostrou mais ainda como as manas se fortalecem umas nas outras e também se espelham. Reconhecer-se mulher é um processo muito doloroso e apoiadas umas nas outras podemos florescer não só uma muda mas o jardim inteiro, acrescentar a cultura a esse processo pode ser um passo essencial na cura da “fragilidade” que nos é atribuída socialmente. O compartilhamento dessa vivência continua e queremos muito mais!

“Mulher é força de vontade Dessas que chega e preenche tudo ao redor

É destemida jamais se deixar ser vencida a não ser que seja de cabeça erguida

Não chapa, nossa luta não é fachada Que papo machista é esse de boa conduta

Verás que uma filha sua não foge a luta

Me cresci forte no seio da patria mãe que me envolve

Força de vontade em busca da felicidade é oque me move

Não me canso e minha esperança não morre

Só deixo amor a criação, brilho no olhar em poder deixar pras manas mais liberdade de expressão dos seus corpos na multidão

Não mais aceitarão a violação como algo incumbido com pretensão

Foda-se o seu padrão

Mulher meu chapa não é bagunça não”

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