Oficinas de comunicação no terceiro dia da 3CONFJUV

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No 3º dia da Conferência, ocorreram as primeiras oficinas no espaço de comunicação. O primeiro workshop foi pelo coletivo Arte TV – Transformação através das mídias alternativas. Formado por jovens negros da periferia do Bairro Mario Quintana, em Porto Alegre – RS, o coletivo nasceu com o objetivo de desconstruir a rotulação estabelecida pelas grandes mídias, muitas vezes sensacionalistas que prejudicam a imagem do local e seus habitantes.

O bairro, que se destaca pelos altos índices de criminalidade, pelo IDH comparável à de países como Vietnã e Guiana e pelo maior índice de homicídios femininos da cidade. Possui também o maior índice de abandono escolar, além da menor nota no ENEM do Brasil. Isso torna o bairro alvo de ataques contínuos da mídia, degradando o lugar e afetando a vida de crianças e adolescentes de forma negativa, como por exemplo a escassez de oportunidades fora da comunidade.

A arte TV promove incentivo à educação, aos novos artistas, às oportunidades, à interação direta com a comunidade e construção de espaços plurais com a finalidade de amenizar os grandes problemas já existentes.

Após esse momento, na segunda oficina, Sheila apresentou um projeto de experimentação chamado Foto Livre que trabalha com fotografia voltada para educação, cultura, arte, mídia e lutas sociais. O software usado no projeto é livre, sendo o usuário livre para usar, modificar e redistribuir as versões modificadas desse software. Dentro do projeto, se procura hoje hackear as câmeras, procurando ter uma câmera livre, que capta muito mais do que a informação luminosa. A ideia de software livre facilita a inclusão digital, garantia do direito à comunicação e democratização das informações. O software livre dá um acesso que garante melhor autonomia e democratização. É, portanto, um caminho de liberdade verdadeira.

Além do software, é importante hackear o hardware. Assim, dispositivos como o Magic Lantern aparecem para desbloquear funções que o software original, inclusive, permite mudar as licenças, fazendo o consumidor não estar obrigado a usar o software que a câmera já possui. Outra opção de hackear o hardware é a OpenMV que permite a montagem completa da câmera.

Em seguida, Sheila voltou a falar de licenças livres, citando o creative commons, local onde se escolhe as formas de uso de forma livre do que se produz. Por fim, a midialivrista entrou nas questões de ferramentas de edição que são software livre como Gimp, Darktable e Lightzone.

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