SEMUR – IX Semana de Urbanismo 2015

nov 11, 2015
Gabriel Leal
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No dia 4 de Novembro de 2015 às 14h30min o Desabafo Social esteve na SEMUR – IX Semana de Urbanismo 2015. Tendo como tema Favela: Cidades em movimento. Neste evento foram explanadas as condições históricas em que as cidades baianas viveram e vivem, partindo do ponto de vista político, social e cultural. Retratando as condições que levaram as favelas a surgir, permanecer e resistir.

A Profª Doutora em Sociologia Cristiane S. Souza mostrou o fluxo migratório dos moradores do Interior do Estado da Bahia para o Subúrbio Ferroviário de Salvador, revelando o que foi feito por estes imigrantes para sobreviver, morar e cultivar sua cultura natal. Além de retratar as formas de atuação destes sujeitos conforme o gênero, raça, classe e as formas encontradas para lidar com as desigualdades. Mostrando que sair da sua cidade e vir para capital em melhoria de vida é um ato de coragem e resistência, pois a todo o momento sua permanência era testada.

Após essa explanação, a Profª Maria Raquel Mattoso Mattedi também Socióloga descreveu os processos de aquisição das moradias populares no período da década de 1980, as quais foram resultantes de movimentos coletivos importantes. O tema da favela foi dividido em três principais esferas: processos de ocupação, características e significados da moradia e alternativas de intervenção governamental. Segundo ela, essas ocupações como seriam “soluções” e não como problemas. Sobre a autoconstrução nas periferias, ressalta-se a influência da concepção de Francisco de Oliveira de que esse tipo de moradia seria resultado de trabalho não-pago, o que favoreceria o processo de expansão capitalista. Ela citou trechos do seu trabalho, onde deixa claro que elevar os padrões de habitabilidade de uma população deve ser o objetivo principal de uma política habitacional. “O crescimento acelerado da população urbana no Brasil, decorreu do elevado crescimento demográfico, mais contundente até, de modo geral, 1980. Esse contribuiu para agravar ainda mais a questão das sub-habitações: favelas, mocambos, palafitas, cortiços, etc. Os problemas no provimento de moradias são anteriores a década de 1930, a crise fiscal do Estado que dificulta as intervenções públicas mais efetivas, na década de 1980, agudiza a questão. Acrescente-se que mesmo na ditadura, época de crescimento econômico, não haviam políticas adequadas para resolver os problemas habitacionais”.

Por sua vez, Antônio Matheus, o mediador da mesa redonda, comentou sobre cada participante, provocou discussões e trouxe a platéia para debates e questionamentos interessantes.

O Desabafo Social deu sua contribuição falando sobre a forma de utilização de espaços públicos e privados dentro e/ou fora das comunidades (Subúrbio, orla – Nordeste de Amaralina a exemplo), pois muitas vezes os moradores não conhecem que tal espaço pode ser utilizado por eles. Além de mostrar que as comunidades carentes mais conhecidas como favelas sofrem uma precariação evidente. Com isso mostra um descuido e falta de compromisso com esta parcela da sociedade que tem de desfrutar de todos os direitos que estão sendo-lhes negados. De tal forma que gera uma grande diferença vista nas condições de moradia, educação, saúde, transporte, segurança.

Em um outro momento foi citado sobre a maior forma de utilização de um espaço “público” que é a internet. Pois é deste que parte a aproximação de diferentes comunidades, grupos, e pensamentos para tratar de questões político-sociais de um local até uma questão de âmbito nacional. Evidenciando a participação da juventude (15 a 29 anos de acordo com o Estatuto da Juventude) nas manifestações contra a Copa de 2014, que foi um movimento organizado pela internet e deste mobilizando o Brasil a ir para rua. Portanto, os veículos de comunicação por mais repressivos que sejam não calam a boca de uma juventude cheia de energia. E Desabafo aproveita e utiliza este meio para mobilizar e mostrar informações que muitas das vezes não são ditas pela Mídia( Rede Globo, Record, SBT, Bandeirantes e etc) que não nos representa.

O Desabafo ainda falou sobre o que é ser um Hacker. Aliás, você sabe o que é ser um Hacker?! Se não, veja lá no texto: Somos Hackers

A ideia do Desabafo na SEMUR foi falar que tod@s tem a condição de incentivar, ajudar, acolher e gerar um empoderamento. E você também é uma/um jovem com todo potencial para gerar uma transformação na sua vida, bairro, escola, amigos e qualquer lugar por onde passar. Então, siga em frente, caso sinta dúvida estaremos aqui para ajudar. #UBUNTU Significado: “Humanidade para tod@s” e “Eu sou o que sou devido ao que todos nós somos” Junte-se a nós e chegue para somar.

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Everton Santos e Lorena Nizama, potencializador@s de redes do Desabafo Social

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