Encontro Interterritorial de Juventude do Leste Baiano acontece em Salvador

out 15, 2015
Gabriel Leal
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Cobertura colaborativa por Franciele Viana 

Projeto Mudando o Rumo – Monte Gordo/Camaçari

103 delegados do território Metropolitano de Salvador e 24 do Recôncavo Baiano  estiveram presente entre os dias  8 e 9 de outubro  na  3ª Conferência Territorial da Juventude do Leste Baiano,  que e teve como objetivo   avaliar os impactos da Política Estadual de Juventude na vida dos jovens baianos e dialogar acerca da territorialização e  atuação do Conselho (Cejuve).

Com o tema “As várias formas de mudar a Bahia e o Brasil” os  jovens dos territórios Metropolitano de Salvador e Recôncavo Baiano puderam  debater ações do governo já realizadas e sugerir propostas e encaminhamentos para Conferência Estadual.

As atividades tiveram início Quinta-Feira (8), ás 9h, com o credenciamento realizado  no Hotel Sol Victoria Marina. A tarde, marcado por um longo atraso, foi feito a abertura oficial com a mesa  que contou com  a presença de autoridades e representantes de movimentos sociais, dentre eles: Anhamona de Brito (Superintendente de Direitos Humanos), Jabes Soares (Coordenador de Juventude do Estado), Josilene Bandeira (coordenadora do Plano Juventude Viva de São Francisco do Conde).

Em sua fala, Jarbes Soares pontou a importância de projetos de comunicação colaborativa protagonizados por jovens, como o Mídia Periférica e Desabafo Social, presentes no evento, além disso, chamou atenção para os diversos atores sociais que colaboraram para a construção das pré-conferências nos territórios de identidade baiano.

Agnaldo Almeida,  vice-presidente do Cejuve  lembrou  que o Brasil tem uma dívida história para com os jovens, pois suas ações começaram a ser feitas tardiamente, em um outro momento, elogiou os avanços feitos nos últimos treze anos, como o Estatuto  da Juventude sancionado  em 2013 e  a  regulamentação de meia-entrada em eventos e gratuidade no transporte interestadual para jovens  de baixa renda. O vice-presidente concluiu sua fala ao lembrar  que é dever do Estado colocar em sua agenda o debate sobre autos de resistência e extermínio  da juventude negra na Bahia.

Já a Anhamona de Brito (Superintendente de Direitos Humanos) pontou a importância de levar até os jovens de locais mais afastados da capital baiana o debate sobre direitos juvenis, falou ainda do desafio que é por o jovem como centro para garantir o protagonismo desses em sua história e de suas comunidades.

Após a mesa, foi realizado a palestra “As várias formas de mudar a Bahia e o Brasil” realizado por Anhamona de Brito, nesse momento a superintender falou das diversas conquistas iniciadas com o governo Lula que tiveram continuidade no governo Dilma, e se mostrou preocupada com atual momento econômico do país, ao qual, segundo ela, os jovens negros e moradores de periferias são os principais atingidos com o desemprego, falou ainda da ameaça de retrocesso com  a possibilidade de extinção da Secretária Nacional da Juventude e da necessidade de mobilização juvenil para que essa proposta não se concretize.

Na sexta-feira, (09), também com atrasos, as atividades iniciaram com   um balanço detalhado da Politica Estadual de Juventude, feito por Jabes Soares, com início previsto pela manhã,  mas transferido para tarde, foi realizado os Grupos de Trabalho que tiveram como eixo condutor os temas: Emancipação e autonomia juvenil, bem-estar juvenil, desenvolvimento da cidadania e organização juvenil, apoio à criatividade juvenil e reconhecimento das diversidade

Por fim, foi feita a eleição dos delegados que representaram os jovens na Conferência Estadual, que acontecerá nos dias 29, 30 e 31 de outubro, em Salvador, ao qual as  propostas levantadas nos GTs servirão de base para construção do Plano Nacional de Juventude.

Aleson Barbosa, delegado da cidade de Camaçari, falou sobre a oportunidade de debater politicas publicas: “Eu acredito que espaço como esses são importantes pois a juventude com toda a sua pluralidade e diversidade tem a oportunidade de se juntar e apontar caminhos para políticas públicas que servem a ela, é importante também pois os debates são levantados, questões  são discutidas e atualizadas. É um espaço  de troca de informações, ao qual a juventude tem oportunidade de se conhecer enquanto coletivos e de aprender cada vez mais uns com os outros e se unir para a luta  e ir atrás de seus direitos.”

Ato contra o fim da Secretaria Nacional da Juventude

O evento contou ainda com um ato contra o fim da Secretária Nacional da Juventude, marcado por cartazes e embalado  por uma  música produzida pelos jovens.

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Fotos: Bruna Calasans

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