Juventude Negra e Mercado de Trabalho: Um mal estar social

jun 08, 2015
Laura Almeida
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O início de uma carreira profissional é sempre um malabarismo de probabilidades e investimentos que atravessam as ofertas de oportunidades e procura. Dentro desse contexto, é necessário falar sobre a trajetória do jovem negro que diariamente vive o dilema de uma imaginária democracia racial e estratégias criadas por grupos dominantes para não lidar com as desigualdades raciais existentes e a importância da representatividade no mercado de trabalho formal.

Esse assunto é resultado de um processo histórico de exclusões e de ausências de políticas públicas voltadas para nós, fazendo com que práticas se condicionem e que o lugar do negro seja predeterminado e dessa forma naturalizando o racismo que está embutido em todas as dificuldades que são colocadas quando buscamos mobilidade social e reivindicamos nossos direitos á educação e ao trabalho principalmente.

O trabalho não é somente um assunto importante para os jovens como se destaca entre outros, visto que além do desejo de estar inserido no mercado de trabalho existe a necessidade da renda que em muitas situações faz com que essa inserção seja cada vez mais precoce, revelando a dificuldade de se dedicar e prosseguir com os estudos e consequentemente se fazer presente em determinados cargos e posições sociais.

Sendo este uma das esferas fundamentais onde são edificadas as identidades de jovens, onde estes depositam expectativas para a sua inserção e desenvolvimento, a experiência de desemprego provoca sentimentos de precariedade, inferioridade, angústia, desmoralização, incapacidade, entre outros. Nesse aspecto, o desafio não é apenas ter acesso a esse mercado em condições dignas mas também superar os estereótipos raciais, sobre as nossas capacidades e nosso lugar social.

Nesse sentido, é necessário se perguntar se o trabalho, de modo geral, pode se tornar um espaço para superação do racismo e seus efeitos psicossociais e para o fortalecimento da identidade étnico-racial negra?  Cabe á nós sermos conscientes dessa desigualdade e buscar a desconstrução da naturalização desta, visando reconstruir as características de uma sociedade mais justa e democrática.

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