Conte-me mais como se formou, Rachel Sheherazade.

jan 25, 2014
Gabriel Leal
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Estive conversando há pouco tempo com um amigo, sobre amizade. Concluímos que algumas atitudes podem afastar ou aproximar. Mas enfim.

Há quem se espante ainda (eu) com o pensamento reacionário de algumas (muitas) pessoas. O jogo político da abolição da escravatura, está levando a humanidade para … não sei, mas não estamos indo bem. É só olharmos as redes sociais que iremos ver discursos de ódio e comparações fora do comum. Fora do comum não! Comum a muitos que compactuam com aquilo. E meus amigos (?) também se manifestam dessa forma, infelizmente.

Por mais que o acesso à internet tenha aumentado, a televisão sempre estará no centro das atenções. Não há como negar. Até no ciberespaço a conversa é sobre TV.

Sobre as cotas raciais “Neste país todo cidadão é igual perante a lei […] Se fomos dividir o Brasil em cotas, em guetos, não seremos uma nação, mas um retalho de um país.” Disse a queridíssima Rachel Sheherazade. Como ela sabe tudo, ela só esqueceu de deixar claro aos telespectadores que isonomia não é igualdade.  O princípio de isonomia, em outras palavras, é “tratar os igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.” Por quê?  O artigo 5º da CF/88 trata da igualdade formal, e nem todos são iguais, seja no plano material, social, enfim..  Isso entra nas questões de políticas públicas efetivas, criação de ações afirmativas para “corrigir” legalmente esses equívocos de desigualdades e garantir a dignidade da pessoa humana através da isonomia.

“Só vamos tomar uma providência quando os ARRASTÕES MIGRAREM DA PERIFERIA para os shoppings de luxo.” Mais uma vez Rachel. Eu não consigo nem escrever nada sobre essa frase. Desculpa. Mas não consigo mesmo.

E não para por aí.

7 de fevereiro de 2014

“O que que resta ao cidadão de bem que ainda por cima foi desarmado? Se defender, é claro! O contra-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem estado contra um estado de violência sem limite”.

A jornalista Rachel Sheherazade falou isso em rede nacional, durante as manifestações de junho. Pegadinha do malandroEla falou isso defendendo os “vingadores” que atacaram e prenderam um adolescente negro a um poste por uma trava de bicicleta, no Flamengo (RJ).

“O marginal foi salvo pelo ECA, o estatuto da impunidade.” Sheherazade linda, quem não foi e não é reconhecido como sujeito de direito, passa a não reconhecer o valor do outro, meu bem. Suas atitudes só fazem com que essa sociedade @#$%#*% guie os adolescentes a outras vulnerabilidades, fazendo com que eles seja inseridos  no Sistema de Justiça Juvenil, cada vez mais cedo. Não darei aula sobre o Estatuto da Criança, você já é a dona da verdade #sqn.

Querida você não leu o Código de Ética do Jornalismo?  Conte-me mais como se formou em , Rachel Sheherazade.

7 de fevereiro de 2014 (2)

Filha, liberdade de expressão não é falar qualquer coisa violando o direito do outro. Existe consequências no pensamento livremente manifestado. Por isso, há outros artigos na Constituição Federal de 1988 e em outras legislações, estatutos, convenções etc.

Além da barbárie contra o adolescente negro atacado e preso a um poste por uma trava de bicicleta, no Flamengo (RJ), tem ainda os comentários das pessoas que compactuam com isso. Meus amigos(?), por exemplo. Associam o bairro e a pessoa, ao crime.  Logo é bandido. “Bandido bom é bandido morto!”, não é? E um pensamento reacionário como esse, desvia a problemática do racismo. Super normal, não é? Já que Outro o trote na Universidade Federal de São Paulo que pintaram uma caloura negra de branco e falaram“A UNIVERSIDADE É BRANCA!”, foi apenas um trote. Super de boa, já que um colégio em Guarulhos (SP) pediu para que um de seus alunos cortasse o cabelo crespo. Super normal, já que… são tantos casos e tantas questões que estão sendo desviadas.

Por: Monique Evelle, SAlvador-BA.

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