Quem se revolta e com que?

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22 de junho

           Até que enfim estamos vivendo em uma sociedade que tem acordado para algumas questões e lutando para de fato a democracia plena seja exercida com a participação popular nas construções das políticas públicas e questões tangentes a eles.

            Neste momento diversas cidades brasileiras tiveram o aumento das passagens do transporte público, onde a população a partir da iniciativa de alguns movimentos se uniram para se manifestar contra esses aumentos nas tarifas e foram as ruas para lutar por isso, em alguns momentos e cidades a palavra lutar foi ao seu sentido literal quando baderneiros infiltrados ao movimento começaram a “quebrar tudo” e a policia ( dito o Aparelho repressor do estado) em seu âmbito de reprimir do dano agiu dentro de sua forma que em momentos se excedeu completamente e chegou a ser uma repressão violenta aos manifestantes. Numa visão geral e difícil até entender dois lados tão distintos um dos manifestantes que lutavam por um bem comum e o outro da policia que estava ali para garantir a integridade do patrimônio publico e o direitos de ir e vir dos outros cidadãos que não estavam nas manifestações ai fica a cada cidadão ver onde se posiciona em relação a seu direito qual lado o violou e qual o contemplou.

            O que tem me incomodado são os novos revolucionários que de fato saíram do facebook e estão nas ruas mas vem questionado os REVOLUCIONÁRIOS de fato que estão lutando a anos dentro dos movimentos sociais de base e que nunca são notados e pouco se importam com isso. Eu, por exemplo, há anos no movimento da criança, adolescência e juventude nunca quis me ascender por estar contribuindo para diversas mudanças que já conseguimos com a crianças dos estatutos da criança e dos adolescentes, do idoso , do torcedor entre outros lutas nossas daqueles que nunca foram vistos na mídia e sempre vão continuar com sua luta árdua de implementação de fato desse e outros objetos de garantia de direitos, e os revolucionários que saíram do facebook o que lhe resta a eles voltar ao facebook ? Acho que é o que veremos a partir de agora, conseguimos abaixar o transporte mas quem será do milhares que ira voltar a discutir na base, nos conselhos gestores, no poder publico a qualidade do transporte? Quem vai lutar pela saúde, educação, entre outras pautas como habitação pois queremos casas mas quando vemos o MST na rua lutando os comparamos a mercenários? Eis estas questões sobre como estamos pensando os milhares de manifestantes que pós-luta iram fazer.

            Outro ponto o qual é de extrema importância abordar a mídia e seus conceitos e com ela veicula a informação alienadora e que tem que ser a vista do que ela pensa, vimos como a mídia tratou as manifestações quando lhe convém ela radicalmente mudava de opinião e isso era entre o intervalo pois tende-se a favorecer algumas pessoas não o coletivo, escutei hoje de uma pessoa que ela vê determinada emissora e ela não é manipulada e nem forçada a nada , muito interessante ver isso de uma pessoa que se diz não alienada , alguém iria saber sobre as PEC 33 e 37 se a mídia não falasse? Quem saberia o que é redução da maioridade penal se a mídia não batesse tanto nessa tecla por seus interesses? Poucos, aqueles loucos que à anos então discutindo na base do  movimento social que estão lutando sem holofotes vencendo as ameaças a falta de recursos para estar em reuniões, plenária a discussão dita por muitos como invalida e chata até por ser diversas vezes estarmos tentando, ainda dizem que nossos somos os alienados..(rsrsr).

            Pensei em escrever esse texto após diversas conversas com manifestantes, militantes, pessoas comuns, alienados, alienadores, adolescentes, revolucionários do facebook, entre outros e comecei a notar o quando todos estavam a favor de ver o povo na rua, mas uma pergunta que poucos me responderam (apenas os militantes) que a luta continua na base e que agora devemos pautar a qualidade continuar a pensar como podemos estar democratizando essa sociedade, as outras respostas foram vazias pois não se sabe o que fazer, não uma base ideológica para fazer novas manifestações, e sem essa referencia logo iremos fazer manifestação contra os manifestantes? Perde-se referencia ao movimento, despolitiza a manifestação para virar um lazer, um programa familiar, onde estamos não lutando por direitos, mas sim passeando, gastando cartazes que depois viram lixo poluindo nossa cidade entre outras matérias e que sem objetivo viram inúteis e caem nas mesmices.

            Muito me questionaram sobre esse posicionamento maluco que tenho, mas meus pensamentos são numa linha de que temos que repensar como saímos à rua, como manifestamos precisamos pensar contra o que e quem lutamos não defender causas pessoas ou se quando coletivas inferem direitos dos outros, não discutimos, não chegamos a uma conclusão, não temos um pensamento único, uma base de discussão para que todos tenham acesso e possam discutir, promover, trazer as devolutivas e conseguirmos os objetivos de interesse comum, sou contra a corrupção, contra as PEC que não servem ao interesses do povo, contra a redução da maioridade penal, contra o domínio das empresas, contra diversas coisas que inferem os direitos humanos, contra a sociedade, contra o trabalhador, o dito cidadão aquele o mais violado, que mais sobre com toda essa ausência de politicas, de pensamentos críticos e de fato uma participação popular.

            Devemos acabar com a frase:- “Ruas cheias de pessoas vazias”; e devemos a partir de agora ter –“RUAS CHEIAS DE PESSOAS CHEIAS” , cheia de conhecimento de causa e luta, de democracia, cheia de coragem, sem medo e com a determinação de que a participação popular pode mudar o cenário político e social brasileiro.

Por: Carlos Alberto, São Paulo-SP.

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